Vereador Ademar fala sobre diversos temas políticos e do Município

“Se querem uma teta, vão comprar uma vaca!”

Na última segunda-feira, 5 de fevereiro, a Câmara de Vereadores de Palmares do Sul retornou do recesso. No espaço do grande expediente, o vereador Ademar Terra ocupou a tribuna para falar de diversos temas. Um deles, sobre a saída de licença dos vereadores do PPS para dar lugar a seus respectivos suplentes. “O assunto hoje é os vereadores falarem sobre nos afastarmos para os suplentes assumir, dizendo que isso é zelar por uma palavra. Digo que não tenho como cumprir isso porque como contrapartida nunca tive apoio do partido como candidato, fiquei sozinho. Certas lideranças só pensam em si próprio, não cumprem também com suas palavras, não cumpriram com meu pai, não cumpriram com o Município. Não é nada contra nenhum suplente, ando de cabeça erguida e não me importa o que vão falar. Essas pessoas que querem a minha vaga, foi feito um acordo antes das eleições; mas num acordo uma mão lava a outra e descumpriram comigo primeiro, não me apoiaram, o partido foi me massacrando, por isso não vou cumprir, não há motivos para ser partidário. Estão interessados numa vaga que eu ganhei diretamente com o apoio de amigos, familiares e dos eleitores de Quintão e Granja Vargas, voluntariamente. Se eles querem uma teta, vão comprar uma vaca”, afirmou Ademar.

Avaliando o Quintão nesta temporada de verão, o vereador foi enfático: “o problema todo continua ainda. A iluminação pública segue precária. Na frente do parque, por exemplo, fazem quatro semanas que pedi, como para outros pontos. Pedi identificação para as ruas, pois não tem placas. E, infelizmente, o prefeito tira férias em pleno verão; isso é uma falta de respeito com o Quintão”, cobrou.

Ingressou na pauta de análise e votação um novo projeto de lei do Executivo pedindo autorização para contratação de empréstimo com o Badesul no valor de aproximadamente R$ 2,2 milhões; semelhante ao anterior, que era de R$ 1,5 milhão, para obras de revitalização da Avenida Álvaro Alves Camargo, na Sede. “Já era contra; agora retorna projeto semelhante com valor maior ainda para uma via que é de livre acesso de ir e vir; enquanto Quintão tem uma Avenida Esparta sempre inacabada, cheia de buracos; e a Granja Vargas uma faixa sempre ruim, com promessa de asfaltamento, mas que é sempre mal cuidada. Além disso, tem um financiamento do Banco do Brasil, endividando o Município. Vai ter um comprometimento de mais de R$ 4 milhões. É a mesma coisa que eu comprar um carro estando desempregado. Vai pegar o objeto, mas não vai ter como pagar; compromete todo o Município, e isso é um absurdo. Não sou contra o Município, sou contra a atitude do prefeito. Repito: Quintão, Granja e o bairro Agreste precisam muito mais. Várias vezes pedi que fosse desmembrado esse valor e destinado para estas localidades que precisam com urgência de melhorias. Cadê o restante do recapeamento de asfalto em Quintão? Fiquei sabendo que eram mais de 30 caçambas; e me falaram que foram usadas só 12. Onde foi feito ficou bom, mas se não veio tudo, cade o restante? Vou fazer uma fiscalização mais apurada. Poderia render muito mais. Vou fiscalizar isso e pedir a prestação de contas por parte do Executivo, pedir auditoria, notas. E ainda querem que aprovem mais de R$ 2 milhões?! Com isso, o pessoal de Quintão pode esquecer troca de lâmpadas, Posto de Saúde, Avenida Esparta… Mais uma vez vamos pagar o preço. É mais uma dívida. Alegam que não tem dinheiro para material, mas tem para financiamento. Temos novamente a oportunidade de pressionar o Executivo de alguma maneira, desmembrar o projeto ou votar contra. Tenho testemunhas de que nos três dias que fiquei como prefeito já havíamos levantado R$ 100 mil para recapeamento em Quintão. Tem dinheiro ali, senão não largavam lá”, enfatizou.

Antes, no início da sessão, o ex-prefeito Luciano Bins ocupou a tribuna livre para falar sobre os projetos do Executivo e o Município em geral. Ademar fez destaque sobre a liderança do presidente municipal do PDT: “Temos determinadas lideranças de partidos que dão orgulho e outras nem tanto. O PDT tem uma liderança e não um dono. Veio aqui, deu uma aula de política, preocupando-se com o Município. Com pensamento aberto, demonstrou interesse em ajudar ao Município, não a si próprio. Apesar de discutir muitas ideias, o Luciano era mais amigo do meu pai (ex-vereador Adão Terra) do que muitos que estavam perto dele; e o chapéu sirva para quem quiser”, comentou.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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